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Sobre


 Exposição O que Faço é Música, primeira exposição de Hélio Oiticica realizada em uma galeria.

Galeria São Paulo, 1986. Foto: Romulo Fialdini

 

A Galeria São Paulo resultou de um ideal inspirado na paixão pela produção de arte brasileira, provavelmente a mais pródiga do mundo e da precariedade dos mercados para seu florescimento na época de sua inauguração.

A marchande Regina Boni, que iniciara precocemente sua aliança e história com a arte, vinha nessa época, depois de sua vivência exuberante com o grupo tropicalista, iniciada pela marchande brasileira Céres Franco, dona da histórica galeria L’oeil de Boeuf em Paris, desenvolvendo trabalhos que envolviam eventos no circuito das galerias europeias.

Anos depois, voltando ao Brasil pretendeu criar um novo modelo, que contra todas as opiniões dos estrategistas de mercado abriria uma nova realidade para a produção das artes plásticas brasileiras.  Um espaço construído, projetado pelo arquiteto Marcos Acayaba, para ver, viver, discutir, debater, adquirir arte. Bonito, grande e moderno. E que pudesse abrigar outros eventos além da tradicional pintura. Um acervo adquirido junto aos grandes artistas e artistas jovens.

Eventos institucionais, edição de catálogos com texto de críticos, escritores e intelectuais de vanguarda. Ações culturais de grande porte gerando interesse das mídias escritas e televisivas. Participação e colaboração importantíssima de alguns colecionadores como Adolpho Leirner e Gilberto Chateaubriand que aderiram a sua ideia efetuando compras sistemáticas junto ao acervo da galeria durante seus primeiros dois anos, garantindo a sobrevivência da mesma.

A galeria São Paulo, em pouco tempo mereceu o troféu dado pela APCA pelo desenvolvimento de todo o setor.  Com o apoio de artistas consagrados e interesse de jovens talentos que aderiram ao movimento, a galeria se tornou conhecida e ampliou sua base, um mercado novo e eficaz.

No ano de 1986, a galeria São Paulo realiza uma exposição histórica, revelando ao público brasileiro e internacional a obra de Hélio Oiticica, realizada através do apoio do Projeto HO e com a colaboração e participação dos artistas Luciano Figueiredo, Lygia Pape, Ligia Clarke e do poeta Wally Salomão. Críticos europeus, depois responsáveis pela divulgação da obra nos circuitos internacionais, como Guy Brett e Catherine David, responsáveis pela implantação de Hélio Oiticica no mercado internacional foram trazidos ao Brasil pela galeria. Na primeira retrospectiva de Hélio Oiticica, foram expostas pela primeira vez em uma galeria, obras emblemáticas como Parangolés e o Penetrável Tropicália, além de bólides, meta-esquemas e outras trabalhos. Uma parte da escola de samba Mangueira veio do Rio de Janeiro para homenagear a inauguração do evento em uma grande festa que começava para celebrar o artista. Hélio Oiticica ainda foi mostrado em mais cinco mostras na galeria São Paulo durante os próximos anos: meta-esquemas, grupo Frente, Penetráveis e duas Cosmococas.

Aos 21 anos de idade a galeria São Paulo encerrou suas atividades que agora em 2020, diante de um cenário completamente diferente, com grandes desafios pela frente, renasce acreditando no poder de perseverança e permanência da arte. Baseada fisicamente em um grande galpão no bairro da Barra Funda, que abrigará além de exposições de artes plásticas, eventos envolvendo outras linguagens artísticas(como música, dança, literatura e cinema)a Galeria São Paulo aguarda ansiosamente o momento de sua reabertura.

Regina Boni e Manu Maltez